Missões ao Estrangeiro

AS MISSÕES AO ESTRANGEIRO

“Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova” (Mc. 16, 15 – 20).

Esta exortação expressa por Jesus há dois mil anos traduz bem o quanto Ele desejava que todos aderissem ao Seu projecto salvífico, deixando-se abraçar pelo Seu Amor infinito.

Então, como agora, multidões de seres humanos continuam a desconhecer que Deus incarnou no meio de nós e se fez homem, sofrendo uma dolorosíssima paixão e morte de cruz unicamente por nosso amor, para que todos se pudessem considerar verdadeiros filhos de Deus e herdeiros da Sua glória.

Desta sublime missão de apostolado para salvação das almas nenhum baptizado pode ficar dispensado mas antes deve colaborar com ardor e zelo na obra da Redenção.

O Grupo da Imaculada formou-se com esse objectivo e também para aqueles que, conhecendo-O, O abandonaram – reconquistando essas almas para Deus, tendo como suporte a Mensagem maternal que Nossa Senhora deu em Fátima.

Na verdade, perante as Suas amorosas mas doloridas queixas – em que pediu que não ofendessem mais a Deus que já está muito ofendido –, o Grupo da Imaculada sentiu também esse comovente apelo à conversão e reforçou a responsabilidade que os seus membros já tinham a partir daquelas palavras que o próprio Jesus transmitira antes da Sua Ascenção.

Objectivando os seus ardentes propósitos, o Grupo da Imaculada começou por levar a vivência da Mensagem ao território nacional para logo se lançar, com entusiasmo, pelos diversos cantos do mundo como nas Antilhas, Argentina, Brasil, Chile, Filipinas, Macau, Perú, Polónia, S. Tomé e Príncipe e Ucrânia, onde estão implantados cerca de cinquenta monumentos e consagradas outras tantas terras ao Imaculado Coração de Maria.

Aí, o apelo à conversão e mudança de vida, ao sacrifício e penitência, à reza diária do Rosário, à comunhão reparadora dos Cinco Primeiros Sábados, à conversão individual, das famílias e das terras, são já uma consoladora realidade.

Em todas elas, para uma permanente e eficaz chamada de atenção para com os compromissos assumidos aquando das consagrações e renovações anuais, está implantado um monumento em honra do Imaculado Coração de Maria, rigorosamente  igual  aos  existentes

no território nacional. Monumentos simples mas riquíssimos de simbolismo que ajudam a aferir e a fortalecer o crescimento espiritual de cada um.

Outras localidades de outros países estão em vias de verem materializado o seu desejo de se juntarem a este movimento e de assumirem com amor e devoção as obrigações inerentes ao cumprimento da Mensagem de Fátima.

Para isso, vários membros da Comissão Nacional do Grupo da Imaculada estendem os seus contactos a várias dioceses de outros países, nas pessoas dos seus Bispos, que são informados da natureza deste movimento, dos seus propósitos e objectivos pretendidos.

A Fundadora desdobrou-se em missões por todo o mundo, presidindo a delegações que integravam membros do Grupo e o seu Assistente espiritual ou um Sacerdote em sua substituição.

Têm sido extremamente consoladoras as reacções manifestadas em todo o lado, provocando um acréscimo de entusiasmo que mobiliza e incentiva os membros do Grupo da Imaculada que, pelo seu lado, estão bem conscientes que é Nossa Senhora a sensibilizar os corações dos bem intencionados.

Por outro lado, mantêm-se visitas permanentes em missão ao estrangeiro junto das respectivas comissões locais, por forma a fortalecer a união espiritual e pessoal com todos os membros. Sinal de união concretizado todos os anos nas reuniões internacionais de Março e Outubro com a presença, em Fátima, de representantes de vários países, religiosos e leigos, que dão eloquente testemunho das maravilhas vividas e das graças recebidas.

Em Fevereiro de 1988, na quarta-feira de Cinzas, o Grupo da Imaculada esteve presente na audiência do Santo Padre. Para além das afectuosas palavras de boas vindas que lhe dirigiu, Sua Santidade identificou-se com os propósitos e objectivos do Grupo fazendo um apelo à sua fidelidade e continuidade do seu trabalho apostólico dizendo: “Exorto-vos e àqueles a quem interpelardes…”. Palavras que são sempre recordadas pelo particular estímulo que geram e pela intensa mobilização que provocam nos contactos de missão.

Não podemos também ficar indiferentes à coincidência verificada quando Sua Santidade o Papa João Paulo II, à chegada a Lisboa, no dia 12 de Maio de 1991, ter proferido com todo o ênfase a frase: “Portugal, convoco-te para a missão!”. É que, na verdade, nesse mesmo dia, concretizava-se a primeira consagração ao Imaculado Coração de Maria, no estrangeiro, promovida pelo Grupo da Imaculada. Nesse dia, Varsóvia – capital da Polónia, terra do Santo Padre – foi consagrada em acto presidido pelo Bispo Auxiliar, BP. Józef Zawitkowski, em representação de Sua Eminência o Cardeal Glemp, então gravemente doente, e na presença do casal do Grupo da Imaculada que preparou e acompanhou a implantação do monumento e as cerimónias da consagração.

Pelo especial carinho que Sua Santidade dedicava ao Grupo da Imaculada, é forçoso recordar que no dia 13 de Maio de 1990, o Santo Padre João Paulo II, na viagem apostólica à América Central, na Sua estadia em Coraçao (Antilhas) e a pedido dos seus representantes, benzeu a imagem do Imaculado Coração de Maria, propositadamente levada de Portugal por dois membros do Grupo da Imaculada e destinada ao monumento que se iria construir em Coraçao.

O Senhor Jesus disse que veio trazer o fogo ao mundo e o Seu desejo é que todo ele se incendeie com o Seu Amor. Pois o Grupo da Imaculada vai continuar, sem desfalecimento mas com toda a humildade, a prosseguir esse objectivo.

Se pelos frutos se conhece a árvore, é para nós motivo de sereno mas santo júbilo constatarmos bons e abundantes frutos já produzidos, mercê do nosso FIAT à missão com a graça de Deus e a protecção da Sua e nossa Mãe Imaculada, fazendo nossas as palavras de Santa Margarida Maria Alacoque: “Tudo para Deus e nada para mim. Tudo por Deus e nada por mim. Tudo de Deus e nada de mim.”