Peregrinações

AS PEREGRINAÇÕES DO GRUPO DA IMACULADA

As Peregrinações foram desde sempre um meio de aproximação a Deus, quer pelo seu espírito de sacrifício, quer pela disponibilidade para a oração e espaço para ouvir o que o Senhor tem para dizer a cada um.

Já o Santo Padre João Paulo II dizia que os Santuários funcionam como antenas orientadas e sintonizadas para o grande Emissor que é Deus. Mas, para isso, para que as Suas mensagens sejam devidamente captadas por cada peregrino, sem quaisquer interferências, é indispensável uma prévia e adequada preparação. Deixar para trás as coisas do mundo e, de coração aberto e alma lavada, partir então com serena alegria ao encontro do Senhor.

Também no Grupo da Imaculada as peregrinações têm um papel preponderante no crescimento da espiritualidade e do fervor, na consolidação da fé, na intensidade da oração e da súplica, no reforço da confiança, na generosidade do agradecimento e no abandono à misericórdia de Deus.

As peregrinações que o Grupo efectua são normalmente de louvor a Deus e a Sua Mãe Santíssima, não esquecendo o desagravo permanente pelas ofensas cometidas pela pobre humanidade. Vivendo em rebeldia para com Deus, ela assume, consequentemente, uma rebeldia para com o próximo. Daí surgirem graves conflitos sociais e internacionais que põem em causa a paz no mundo. Por isso, as peregrinações têm também uma forte intenção de súplica para que os homens se relacionem com compreensão e respeito, evitando a guerra.

Nesse sentido, o Grupo da Imaculada tem visitado e orado em vários Santuários em Portugal e no estrangeiro, desde os mais antigos, como é o caso de Covadonga, aos mais recentes, como os de Banneux e Beauraing.

Com a presença da Fundadora, Dra. Maria das Candeias Martins Morgado, que orientava as meditações, cânticos e orações (e, após o seu falecimento, com a presença da sua sucessora) e com a presença de um Sacerdote para a celebração diária da Santa Missa, confissões e acompanhamento espiritual, o autocarro passa então a ser, desde o primeiro momento, um cenáculo de oração móvel, onde as pessoas guardam rigoroso silêncio para uma maior interiorização.

O dia começa com as orações da manhã. Segue-se o Rosário completo intervalado com diversas meditações,

terço das Santas Chagas e vários cânticos ao longo da jornada. Outras devoções, como o Angelus, têm também lugar, bem como tempos para oração e meditação individuais ajudados por música sacra.

Paragem para a celebração e participação da Santa Missa. O encontro com o Senhor na Eucaristia. Canta-se, desagrava-se, reza-se, suplica-se e agradece-se.

O almoço frugal come-se no autocarro daquilo que cada um trouxe para os primeiros dias e que se reporá depois, nos restantes, dentro da mesma simplicidade e espírito de sacrifício. Tudo em rigoroso silêncio para que não arrefeça o fervor nem diminua a ligação a Deus.

Come-se apressadamente, como nos relata o Exodus. Não há tempo a perder, pois o Senhor está à nossa espera.

A seu tempo, a memória do Santo ou Santa do dia é o pensamento chave da jornada.

Chegados ao destino previsto, ainda não é tempo de quebrar o recolhimento, que só acontece depois de distribuídos os alojamentos, no início do jantar. Aí se comunga da alegria e felicidade colectivas pelo maravilhoso e intensíssimo dia passado na companhia de Jesus e Maria.

Depois da refeição, numa sala reservada, todos se juntam para ouvir testemunhos, formular perguntas, desfazer dúvidas, falar das maravilhas que o Senhor vai operando nos corações.

Após o descanso nocturno, o pequeno-almoço já é tomado, novamente, em rigoroso silêncio, como preparação de outro dia pleno de espiritualidade, de louvor e de glória a Deus.